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Saúde Ocupacional - 28/09/2026

Goiânia: afastamentos por LER/DORT crescem e AET se torna vital para sua empresa.

Um alerta para empresas em Goiânia: o aumento de afastamentos por Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) exige uma ação estratégica. Entenda como a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é a ferramenta essencial para proteger sua equipe e sua empresa.

O cenário preocupante em Goiânia: um custo invisível que afeta seu negócio

Nos últimos anos, um dado silencioso tem impactado diretamente a produtividade e a saúde financeira das empresas em Goiânia e em todo o estado de Goiás: o crescimento no número de afastamentos por LER/DORT. Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho não são apenas diagnósticos médicos; são o resultado de um ambiente de trabalho que, muitas vezes sem intenção, adoece seus colaboradores.

Para o empresário, o RH ou o técnico de segurança, ignorar essa tendência significa arcar com custos diretos e indiretos, como:

  • Absenteísmo e presenteísmo: o funcionário que falta ou que está presente, mas com produtividade reduzida pela dor.
  • Aumento da sinistralidade do plano de saúde: impactando diretamente os custos fixos da empresa.
  • Despesas com processos trabalhistas e previdenciários: a comprovação do nexo causal entre a doença e o trabalho pode gerar indenizações e estabilidade ao empregado.
  • Queda na qualidade e no clima organizacional: equipes sobrecarregadas e desmotivadas pela ausência de colegas.

O que começa com uma simples dor no punho ou nas costas pode evoluir para um afastamento prolongado, representando um passivo significativo que poderia ter sido evitado com uma gestão proativa.

AET: o diagnóstico preciso para a saúde da sua empresa

Diante desse cenário, a Análise Ergonômica do Trabalho (AET), prevista na NR-17, deixa de ser uma mera obrigação legal para se tornar uma ferramenta de gestão estratégica. A AET é um estudo aprofundado que avalia a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Ela vai muito além de sugerir a compra de cadeiras ergonômicas. Um laudo completo investiga:

  • Organização do trabalho: ritmo, pausas, metas, pressão por produtividade.
  • Mobiliário e equipamentos: adequação de mesas, postos de trabalho, ferramentas e máquinas.
  • Condições ambientais: iluminação, ruído e temperatura que possam influenciar a postura e a atenção.
  • Fatores cognitivos: carga mental, tomada de decisão e estresse relacionados à tarefa.

Para empresas que buscam se adequar e proteger seus colaboradores, a realização de uma Análise Ergonômica do Trabalho em Goiânia é o primeiro e mais importante passo. É o mapa que aponta os riscos e, mais importante, o caminho para as soluções.

A conexão correta entre AET, PGR e o eSocial

Muitos gestores ainda têm dúvidas sobre como a ergonomia se integra às demais obrigações de SST. A lógica é mais simples do que parece e demonstra a importância central da AET no sistema de gestão.

A NR-01 exige que todas as empresas possuam um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que deve contemplar todos os riscos ocupacionais, incluindo os ergonômicos. A AET é o documento técnico que fornece a análise detalhada e as recomendações para que esses riscos sejam corretamente identificados e gerenciados no PGR.

A relação com o eSocial é uma consequência dessa gestão. Veja o fluxo correto:

Etapa Descrição Impacto
AET (NR-17) Analisa e documenta os riscos ergonômicos. Fornece o diagnóstico técnico.
PGR (NR-01) Incorpora os achados da AET em seu inventário de riscos e plano de ação. Centraliza a gestão de todos os riscos da empresa.
PCMSO (NR-07) Utiliza as informações do PGR para definir exames médicos específicos para monitorar a saúde dos trabalhadores expostos a riscos ergonômicos. Garante a vigilância da saúde e o envio correto do ASO (eSocial S-2220).
Prevenção de CAT Uma boa gestão ergonômica previne o adoecimento que levaria à emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (eSocial S-2210). Reduz passivos trabalhistas e previdenciários.

É crucial entender que a AET não alimenta diretamente o evento S-2240 do eSocial na maioria dos casos, pois este evento se destina a agentes que geram aposentadoria especial. A falha está em não gerenciar o risco ergonômico, o que constitui descumprimento da NR-17 e da NR-01, resultando em multas administrativas e, principalmente, no adoecimento do trabalhador.

Benefícios que vão muito além de evitar multas

Investir em ergonomia é investir na principal engrenagem da sua empresa: as pessoas. Uma AET bem executada, com um plano de ação implementado, gera um ciclo virtuoso de resultados positivos:

  • Aumento da produtividade e qualidade: Trabalhadores confortáveis e seguros produzem mais e com menos erros.
  • Redução do turnover: Um ambiente de trabalho saudável retém talentos e diminui custos com novas contratações e treinamentos.
  • Fortalecimento da marca empregadora: Empresas que cuidam de seus colaboradores são mais bem vistas pelo mercado e pelos próprios funcionários.
  • Segurança jurídica: A documentação robusta (AET, PGR, PCMSO) é a melhor defesa da empresa em caso de fiscalizações ou litígios.

Em um mercado competitivo como o de Goiânia, a eficiência operacional e o bem-estar da equipe não são mais diferenciais, são pré-requisitos para a sustentabilidade do negócio.

Próximo passo: Se a sua empresa em Goiânia ainda não possui uma Análise Ergonômica do Trabalho atualizada ou se você percebe queixas de dores e desconforto entre seus colaboradores, é hora de agir. Fale com um dos especialistas da VTC e entenda como podemos transformar a ergonomia em um pilar de crescimento para o seu negócio.

Perguntas frequentes

Minha empresa é pequena e de escritório. Mesmo assim preciso de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET)?

Sim. A NR-17 se aplica a todas as empresas que possuam empregados, independentemente do porte ou ramo de atividade. Ambientes de escritório são fontes comuns de riscos ergonômicos, como má postura, movimentos repetitivos (digitação) e iluminação inadequada, que podem levar a LER/DORT. A AET é fundamental para identificar e corrigir esses riscos.

Qual a diferença entre a Análise Ergonômica Preliminar (AEP) e a Análise Ergonômica do Trabalho (AET)?

A Análise Ergonômica Preliminar (AEP) é uma etapa inicial, mais simplificada, que pode ser integrada ao processo de identificação de perigos do seu PGR (NR-01). Ela serve para triar as situações de trabalho. Já a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é um estudo muito mais aprofundado, obrigatório quando a AEP aponta a necessidade de uma avaliação mais detalhada, em situações complexas ou quando identificadas inadequações. A VTC pode ajudar a determinar qual abordagem é a mais adequada para sua empresa no momento.

A AET é um documento único ou precisa ser revisada periodicamente?

A AET é um documento dinâmico. Ela deve ser revisada sempre que houver mudanças significativas no processo de trabalho, como a introdução de novas máquinas, alteração de layout, mudança no ritmo de produção ou quando as medidas de controle implementadas se mostrarem ineficazes. Recomenda-se uma revisão periódica, geralmente a cada um ou dois anos, para garantir que as condições de trabalho permaneçam seguras e saudáveis.

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